A Prefeitura de Lagoinha confirmou, nesta quarta-feira (22), o falecimento de duas pessoas por febre amarela no município, localizado no Vale do Paraíba. Os casos foram verificados por meio de boletim epidemiológico estadual. Há ainda um paciente hospitalizado com suspeita da doença. De acordo com informações levantadas, uma das vítimas residia no bairro Santa Rita e faleceu no dia 3 de abril. A segunda, que morava no bairro Canta Galo, morreu no dia 12. Ambas as áreas estão na zona rural da cidade. Segundo a Prefeitura, os dois pacientes não tinham histórico de vacinação contra a febre amarela. Diante da situação, equipes da Secretaria de Saúde iniciaram ações de busca ativa em áreas rurais para identificar moradores não imunizados e aumentar a cobertura vacinal. “Hoje, equipes da prefeitura estão nos bairros fazendo busca ativa daqueles não vacinados”, declarou o prefeito Zeca. Como medida emergencial, a sala de vacinação do município passou a operar em horário ampliado, das 7h às 19h, sem interrupção para almoço, de segunda a sexta-feira. Além disso, no próximo sábado (25), será realizado o evento “Saúde na Praça”, que também terá foco na intensificação da vacinação. O cenário gera um alerta na região. No último dia 16 de abril, o estado de São Paulo registrou a primeira morte por febre amarela em 2026, no município de Cunha, envolvendo um homem de 38 anos. Outros dois casos também foram confirmados em Cruzeiro, cujos pacientes se recuperaram. A febre amarela é uma infecção viral transmitida pela picada de mosquitos infectados e não é passada de pessoa para pessoa. Os principais sintomas incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A vacinação é a principal forma de prevenção. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o imunizante é administrado em crianças a partir dos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Para pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não foram vacinadas, é recomendada a dose única. As autoridades de saúde enfatizam a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas suspeitos, especialmente para quem reside ou circula por zonas rurais ou de mata.

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