Na rede municipal de ensino de São José dos Campos, o esporte tem se estabelecido como um recurso essencial de inclusão. Um exemplo é a iniciativa implementada na EMEFI Profª Palmyra Sant’Anna, no bairro Vila Industrial, que começou a disponibilizar aulas de karatê para alunos com cegueira e autismo. A ação é realizada em parceria com o Instituto Athlon e visa ampliar a participação dos estudantes nas atividades escolares, respeitando suas individualidades e promovendo o desenvolvimento integral. As aulas são ministradas pela sensei Patrícia Kuranaga, faixa-preta 3º Dan, com o suporte de alunos auxiliares que acompanham de perto cada participante, garantindo atenção individual e um ambiente acolhedor. O método respeita o ritmo de cada estudante, incentivando habilidades como coordenação motora, disciplina, comunicação e socialização. Para os alunos, a experiência tem sido positiva e transformadora. O estudante Enzo Gabriel Moreira, de 7 anos, destacou o conforto e a segurança durante as atividades. “O tatame é muito macio e não machuca. Eu curti tudo na aula”, contou. Já a aluna Caroline Fasanaro Silva, de 9 anos, enfatizou a convivência com os colegas. “Eu gostei mais da parte de defesa e de fazer junto com os meus amigos”, declarou. A sensei Patrícia reforça que o karatê vai além da prática esportiva. “Essa ação contribui para o desenvolvimento físico e emocional dos alunos. Trabalhamos disciplina, respeito e autoestima. É uma oportunidade de crescimento e formação de vínculos”, explicou. A diretora da unidade, Tais Cristina Dias, também destacou os impactos positivos do projeto. Segundo ela, além dos valores da arte marcial, o principal benefício é a interação entre os alunos. “O vínculo que eles formam e a receptividade diante de uma atividade nova são fundamentais para o progresso deles”, afirmou. A iniciativa reforça o compromisso da rede municipal com a educação inclusiva, assegurando que todos os estudantes tenham acesso a experiências que promovam autonomia, aprendizado e participação ativa no ambiente escolar. O projeto se complementa a outras ações voltadas à inclusão, como atividades de goalball e judô adaptado, aumentando as oportunidades para alunos com deficiência no município.